“Quando a gente ama, a gente fica meio bobo. É normal, eu sei.
“Amanhã é outro dia. Aprendi isso ontem.
“Tô pagando pra ver sim, tô com a cara exposta sim, e pode doer o quanto for, podem maldizer o quanto for, o sorriso que eu levo hoje apaga todos os outros rastros. Eu aprendi, aos trancos, que ser feliz não dói. Ser feliz não dói!
“Hoje eu acordei com uma vontade enorme de sair e andar sem direção, sem destino e sem medo da morte.
“No fim das contas, pouco importava; seja lá o que decidissem, a gente acabava mesmo na solidão e na loucura.
“Preciso muito que alguma coisa muito, muito boa aconteça na minha vida. Alguma coisa, alguma pessoa. Acho que tenho medo de não conseguir deixar que o passado seja passado, de aceitar verdades pela metade, de viver de ilusão. Eu preciso muito, muito deixar acontecer o momento da renovação, trocar de pele, mudar de cor. Tenho sentido necessidades do novo, não importa o quê, mais que seja novo, nem que sejam os problemas. Preciso deixar a casa vazia para receber a nova mobília. Fazer a faxina da mente, da alma, do corpo e do coração. Demolir as ruínas e construir qualquer coisa nova, quem sabe um castelo.
“Você está me fazendo desistir de você, e quando eu desistir, por favor, não me peça pra voltar.
“Tô magoada, tô confusa, tô sozinha. Tô precisando de alguém que entenda, de alguém que abrace, de alguém que me diga “Vai ficar tudo bem”.
“Mas acontece que não vou estar sempre aqui te esperando, uma hora, quando você menos esperar eu vou ter ido embora e não irei voltar.
“Uma coisa é certa, ficar se sentindo miserável, não tornará as coisas mais alegres.